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08 de dezembro de 1998 - Logo nas primeiras horas da manhã, ainda em casa, li nos jornais que o Secretário Nacional dos Direitos Humanos receberia premiação pelos serviços prestados na sede da ONU. Imediatamente, baseado no slogan da comemoração dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos " TODOS OS DIREITOS HUMANOS PARA TODOS ", preparei e configurei um protesto "in loco" contra os dois pesos e as duas medidas que são usados no Brasil nesta área. E com ajuda de amigos e algumas economias no bolso, às 23 horas estava dentro de um avião rumo a New York.
09 de dezembro
de 1998 - Chegando lá, sem nenhuma reserva feita,
tratei de arrumar um hotel econômico no lado leste da cidade que
era mais em conta, a ONU é no lado oeste ( distancia + - = 3 km.
). Encontrado o hotel ( leia-se "espelunca" ), fui ao Departamento de Policia
de NY pedir autorização para o protesto, o que me foi concedido
de pronto, e com uma organização de fazer inveja a qualquer
policia do mundo. Depois fui conhecer o local que eles haviam determinado
para a manifestação, bem como preparar a faixa para o protesto,
e os folhetos explicativos sobre o meu caso para ser distribuído
no dia seguinte aos presentes . As 19 horas, já muito cansado e
com frio, depois de andar muitos quilômetros a pé ( uso uma
perna mecânica por causa do atentado ), resolvi voltar para a "espelunca",
porem quando lá cheguei tive uma surpresa, a policia havia interditado
o hotel por falta de segurança, e não pude nem tomar um banho
para sair procurando um novo lugar para dormir. Felizmente aquele povo
é super organizado, e o Departamento de Turismo da cidade logo arrumou
novo hotel para todos os que ali estavam hospedados.
10 de dezembro de 1998 - Dia do Protesto, cheguei as 9 horas no local determinado, e a área já estava toda cercada pelo Departamento de Policia para fazer o protesto com toda segurança, ali

NOTA : Depois de tudo isso,
ao retornar ao Brasil em 15 de dezembro, li matéria
do colunista social Cezar Giobbi comentando que o Sr. Secretário
tinha sido aplaudido de pé em um clube de jazz de
New York, e ai não
resisti, e enviei um
bilhete publico ao mesmo.