Terça-feira,
5 de setembro de 2000 - Estado de São
Paulo
Estado
não paga indenização a vítima de Santos
Secretaria dos
Direitos Humanos reconhece direito, mas Lovecchio não recebe pensão
ZULEIDE DE BARROS
SANTOS - Durante 25 anos, Orlando
Lovecchio Filho tentou provar na Justiça que não teve envolvimento com o
atentado do qual foi vítima, em 19 de março de 1968, quando perdeu a perna
esquerda, ao ser atingido pela explosão de uma bomba no Consulado dos Estados
Unidos, em São Paulo.
Lovecchio afirma que sofreu
constrangimentos do sistema de segurança, que suspeitava ser ele o responsável
pela colocação do artefato. Só em 1993, por intermédio de entrevista do
autor do atentado, é que ele se livrou de ser suspeito, iniciando outra
batalha: de reparação judicial.
A tentativa de indenização por
parte do Estado acabou sendo frustrada, porque os juízes entenderam que a ação
estava prescrita. Em julho de 95, o governo propôs reconhecimento e indenização
ao familiares dos desaparecidos políticos entre 1964 e 1979. "Todos estão
recebendo seus benefícios. Até hoje continuo sem solução", queixa-se
Lovecchio.
Nova luta foi desencadeada. Em meados do ano passado, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos reconheceu seu pedido de pensão alimentícia. No entanto, até agora ele não teve acesso ao benefício