1968  a  2011

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 do sonho de ser piloto comercial a 43 anos de pesadelo

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Em 19 de março de 1968 fui vítima de ato terrorista em frente ao Consulado Americano de São Paulo por culpa dos insurgentes e omissão do Estado e, espero há muitos anos o reconhecimento da União por ter me causado dor, sofrimento, choque, medo, humilhação, trauma emocional e psicológico, e principalmente, pela perda parcial de minha vida com a perna esquerda amputada aos 22 anos de idade. A partir deste dia minha vida mudou.

 

Estava com a vida organizada, definida e planejada  para ser Piloto Comercial, tinha brevê, curso preparatório realizado, várias horas já voadas, E MEU SONHO ACABOU, em função de minha nova condição física, não mais poderia ser Piloto Comercial.

 

Passei, junto com minha família e amigos próximos, tentando provar ao Governo Militar que não pertencia a qualquer movimento da insurgência. Éramos uma família comum, de classe média, sem qualquer envolvimento político, nem de direita nem de esquerda.

 

Governo Militar e o Governo americano nunca se julgaram responsáveis pelo ocorrido e o Governo embora já tenha admitido publicamente a injustiça, não se digna a tratar como merece o caso e desde 1995 só vem me iludindo com promessas vãs que não são cumpridas, e até agora pouca coisa foi resolvida. De papo furado e ilusão não se vive.

 

Somente em 1993, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que o autor do ato terrorista assumiu seu gesto. O prazo para qualquer ação reivindicatória havia prescrito.   

 

As duas únicas vantagens após 25 anos eram: Quem diretamente me causou tanto mal, tinha nome e sobrenome. E as suspeitas de ser eu o autor daquele atentado findaram.

 

Como já não era mais o culpado, continuei com minha luta de provar (aliás, é o que mais faço desde 68),  mostrar às autoridades que fui privado de minha carreira.

 

Luto pelo que acredito: Direito de Equidade: pois se outros profissionais foram afastados de suas funções por motivação política e hoje são beneficiados como se suas carreiras tivessem seguido o curso normal.  

 

Reivindico reparação de prestação mensal, permanente e continuada (  com o mesmo e igual direito que hoje já beneficia milhares (mais de 30mil) anistiados políticos ), e não uma pensão alimentícia. Porem a forma que o Governo Federal encontrou (  Lei no 10.923, de 22 de julho de 2004 ),  para reparar o que sofri, está com distorção de visão, ou existem dois pesos e duas medidas para tratar do assunto.  

 

Em agosto de 2002 com a Medida Provisória 65, ( convertida em Lei nº 10.559 ), pensei, por indicação da Presidência da República, que finalmente pudesse pleitear a digna reparação como anistiado político junto a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pois fui por motivos exclusivamente políticos, duplamente atingido por atos de exceção :

- Tanto pelo Estado de Exceção que não providenciou a devida segurança a unidade diplomática, cujo país apoiava irrestritamente o Regime, e que depois, ainda rotulou-me como autor do atentado terrorista de cunho político, situação esta que só 25 anos depois, ficou definitivamente provada minha inocência.

- Como pela insurgência que praticou atentado terrorista a bomba, e ato este que excede em muito qualquer regra e portanto pura exceção.

Porem, mesmo com todas as provas apresentadas e fatos incontestáveis, tive o requerimento indeferido na Comissão, pois segundo os julgadores, não houve motivação política, e afirmaram que apenas fui vitima de uma fatalidade e de um ato insano. Assim ainda continuo a esperar por reparação digna. 

 

Em dezembro de 2004, inconformado com tanta injustiça, pois a vitima tem no mínimo, igual direito de indenização a que tem direito o autor do atentado, e uma vez que assumiu o governo para acabar com as injustiças que ainda acontecem neste pais, e bem como, já havia interpretação em quase igualissimas circunstância de caso também submetido ao seu julgamento, escrevi carta publica ao Excelentíssimo Senhor Presidente da Republica rogando que avoca-se para si a responsabilidade que o cargo lhe conferia e propusesse através de Medida Provisória, uma alteração na personalíssima Lei que me beneficia, uma vez que a reparação já tarda e deve ser feita com a maior celeridade possível. Porem já passados quase seis anos e tendo sido relembrado por várias vezes o assunto ao Sr. Presidente, até agora só cartinhas resposta pré-concebidas e nada foi feito.

 

Em julho de 2005 foi apresentado na Camara dos Deputados o Projeto de Lei 5626/2005 que alterava o valor da pensão que me foi concedida pela Lei 10.923, porem como o parlamentar que apresentou a proposição não foi reeleito, o Projeto foi arquivado.

 

Em junho de 2007, foi apresentado na Camara dos Deputados novo Projeto de Lei 1279/2007 que com lenta tramitação foi arquivado recentemente, pois o parlamentar proponente, embora eleito deputado federal, preferiu ser secretario estadual em São Paulo.

 

Em 2008, o jornalista Elio Gaspari, em sua coluna semanal apresentou a nação a escandalosa situação de dois pesos e duas medidas em que venho vivendo, e assim, ainda mais revoltado contra essa falta de sensibilidade de equilíbrio e justiça de nossos governantes, embora saiba que a Justiça é lenta, entrei com ação contra a União, pedindo reparação digna e em igualdade de direitos a que tem direito os milhares de anistiados. Pois a vitima ( no caso eu ) deve ter no mínimo, o mesmo e igual direito a que tem direito o autor do dano ( o terrorista anistiado que colocou a bomba ).

 

Agora mais recentemente 2009, foi produzido o documentário "Reparação", de 90 minutos de duração, onde conta minha história de vítima da violência da guerrilha durante o regime militar, e que deve estrear em 2010. Para ver o trailer oficial deste documentário de longa metragem é só acessar o endereço http://www.youtube.com/watch?v=8d61_1u1s2o . Nos proximos 3 links o cineasta conta ao colunista de Veja, detalhes da produção e da dificuldade em distribuir o filme ( parte 1/3 = http://www.youtube.com/watch?v=VOd7fG_jkrM ; parte 1/2 = http://www.youtube.com/watch?v=bMpGjTXPCrA&feature=related ; parte 1/3 =  http://www.youtube.com/watch?v=BO9u9nyG5dA&feature=related )

 

Em março de 2011, lembrando que no passado por sua militância na insurgência, ela tambem foi responsável pelo ato que levou a perda parcial da vida, escrevi carta publica a Excelentíssima Senhora Presidente da Republica rogando que avoque para si a responsabilidade que o cargo lhe confere e proponha Medida Provisória, para acabar de vez com a INJSTIÇA.

 

Meu compromisso é com a verdade. São 43 anos, Uma Vida. Foram 25 anos tentando provar que não era terrorista, procurando viver honestamente do meu trabalho, tentando conviver com a frustração de não ser piloto, ter os sonhos de adolescente ceifados, ter tido a perda parcial de minha vida com um membro amputado.

 

A maturidade tem suas vantagens, apaga mágoas, torna a realidade clara e verdadeira. Hoje, procuro fazer uso daquilo que acredito: JUSTIÇA.

 

Mais detalhes destes anos de luta estão abaixo, caso queira conhecê-los, corra com o mouse que apontará o acesso.

 

Se por outro lado considerar justa minha reivindicação e quiser ajudar, favor utilizar o ABAIXO ASSINADO ELETRÔNICO ( abaixo ) que será enviado para todos os senhores que tem o poder de acabar com esta INJUSTIÇA, ou seja, para os Excelentíssimos Senhores, Presidente da República, Ministro da Justiça, Presidente do Senado e Presidente da Câmara Federal.

 

Só posso, neste momento, agradecer seu clique, ele, em muito, poderá ser responsável pelo meu futuro.  

 

Orlando Lovecchio Filho  

 

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ABAIXO ASSINADO ELETRÔNICO

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A mensagem abaixo pode em muito ajudar a decidir meu futuro. Se julgar justa a reinvidicação poderá manifestar sua intenção diretamente aqueles que tem o poder de decidir sobre tal. Fazendo isto, você me ajuda e exerce seu direito de cidadão.

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MENSAGEM

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Está na hora dos homens públicos deste país tomarem medidas que dignifiquem as casas que dirigem, seus cargos e a nação para acabar de vez com esta INJUSTIÇA

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Para envia-la é só clicar em cima da mesma que automaticamente um e-mail deverá se abrir e depois de tomar conhecimento de seu teor, poderá envia-lo como está, ou até reescreve-lo se quiser.

 

PRESIDENTE  DA REPÚBLICA


MINISTRO DA JUSTIÇA

 

 

SENADO FEDERAL
CÂMARA FEDERAL

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Quer  saber mais sobre minha luta em busca de Justiça ?

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 Official web site de Orlando Lovecchio Filho
pagina atualizada em 28 de março de 2011
 Santos - SP - Brasil


  

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