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Em
19 de março de 1968 fui vítima de ato terrorista em frente ao
Consulado Americano de São Paulo por culpa dos insurgentes e omissão do Estado e,
espero há muitos anos o reconhecimento da União por ter me causado
dor, sofrimento, choque, medo, humilhação, trauma emocional e
psicológico, e principalmente, pela perda parcial de minha vida com
a perna esquerda amputada aos 22 anos de idade. A
partir deste dia minha vida mudou.
Estava
com a vida organizada, definida e planejada
para ser Piloto Comercial, tinha brevê, curso preparatório
realizado, várias horas já voadas, E MEU SONHO ACABOU, em função de minha nova condição física,
não mais poderia ser Piloto Comercial.
Passei,
junto com minha família e amigos próximos, tentando provar ao
Governo Militar que não pertencia a qualquer movimento da insurgência.
Éramos uma família comum, de classe média, sem qualquer
envolvimento político, nem de direita nem de esquerda.
Governo
Militar e o Governo americano nunca se julgaram responsáveis pelo
ocorrido e o Governo embora já tenha admitido publicamente a
injustiça, não se digna a tratar como merece o caso e desde 1995 só vem me iludindo com promessas vãs que não são
cumpridas, e até agora pouca coisa foi resolvida. De papo furado e ilusão
não se vive.
Somente
em 1993, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que o autor do
ato terrorista assumiu seu gesto. O prazo para qualquer ação
reivindicatória havia prescrito.
As
duas únicas vantagens após 25 anos eram: Quem diretamente me
causou tanto mal, tinha nome e sobrenome. E as suspeitas de ser eu o
autor daquele atentado findaram.
Como
já não era mais o culpado, continuei com minha luta de provar (aliás,
é o que mais faço desde 68),
mostrar às autoridades que fui privado de minha carreira.
Luto
pelo que acredito: Direito de Equidade: pois se outros profissionais foram afastados de suas funções
por motivação política e hoje são
beneficiados como se suas carreiras tivessem seguido o curso
normal.
Reivindico
reparação de prestação
mensal, permanente e continuada ( com
o mesmo e igual
direito
que
hoje já beneficia milhares (mais de 30mil) anistiados políticos ), e não uma pensão
alimentícia.
Porem a
forma que o Governo Federal encontrou (
Lei
no 10.923, de 22 de julho de 2004 ), para reparar o que
sofri, está com distorção de visão, ou existem dois pesos e
duas medidas para tratar do assunto.
Em
agosto de 2002 com a Medida Provisória 65, ( convertida em Lei
nº 10.559 ), pensei, por indicação da Presidência da República,
que finalmente pudesse pleitear a digna reparação como anistiado político
junto a Comissão
de Anistia do Ministério da Justiça, pois fui por
motivos exclusivamente políticos, duplamente
atingido por atos de exceção :
-
Tanto pelo Estado de Exceção que não providenciou a devida
segurança a unidade diplomática, cujo país apoiava
irrestritamente o Regime, e que depois, ainda rotulou-me como autor
do atentado terrorista de cunho político, situação esta que só
25 anos depois, ficou definitivamente provada minha inocência.
-
Como pela insurgência que praticou atentado terrorista a bomba, e
ato este que excede em muito qualquer regra e portanto pura exceção.
Porem, mesmo com
todas as provas apresentadas e fatos
incontestáveis, tive o requerimento indeferido na Comissão, pois
segundo os julgadores, não houve motivação política, e afirmaram
que apenas fui
vitima de uma fatalidade e de um ato insano. Assim ainda continuo
a esperar por reparação
digna.
Em
dezembro de 2004, inconformado com tanta injustiça, pois a vitima
tem no mínimo, igual direito de indenização a que tem direito o
autor do atentado, e uma
vez que assumiu o governo para acabar com as injustiças que ainda
acontecem neste pais, e bem como, já
havia interpretação em quase igualissimas circunstância de caso também
submetido ao seu julgamento,
escrevi carta
publica ao Excelentíssimo Senhor Presidente da Republica
rogando que avoca-se
para si a responsabilidade que o cargo lhe conferia e
propusesse através de Medida Provisória, uma alteração na personalíssima
Lei que me beneficia, uma vez que a reparação já tarda e deve ser
feita com a maior celeridade possível. Porem já
passados quase seis anos e tendo sido relembrado por várias vezes o
assunto ao Sr. Presidente, até agora só cartinhas resposta
pré-concebidas e nada foi feito.
Em
julho de 2005 foi apresentado na Camara dos Deputados o Projeto
de Lei 5626/2005 que alterava o valor da pensão que me
foi concedida pela Lei 10.923, porem como o parlamentar que
apresentou a proposição não foi reeleito, o Projeto foi arquivado.
Em
junho de 2007, foi apresentado na Camara dos Deputados novo
Projeto
de Lei 1279/2007 que com lenta tramitação foi arquivado
recentemente, pois o parlamentar proponente, embora eleito deputado
federal, preferiu ser secretario estadual em São Paulo.
Em
2008, o jornalista Elio Gaspari,
em sua
coluna semanal apresentou a nação a escandalosa situação de dois
pesos e duas medidas em que venho vivendo, e assim, ainda mais
revoltado contra essa falta de sensibilidade de equilíbrio e justiça
de nossos governantes, embora saiba que a Justiça é lenta, entrei com ação
contra a União, pedindo reparação digna e em igualdade de direitos a
que tem direito os milhares de anistiados. Pois a vitima
( no caso eu ) deve ter no mínimo, o mesmo e igual direito a que tem
direito o autor do dano ( o terrorista anistiado que colocou a bomba ).
Agora mais recentemente 2009, foi produzido
o documentário
"Reparação", de 90 minutos de duração, onde conta minha história de
vítima da violência da guerrilha durante o regime militar, e que
deve estrear em 2010. Para ver o trailer oficial deste documentário
de longa metragem é só acessar o endereço
http://www.youtube.com/watch?v=8d61_1u1s2o
. Nos proximos 3 links o cineasta conta ao colunista de Veja,
detalhes da produção e da dificuldade em distribuir o filme ( parte
1/3 =
http://www.youtube.com/watch?v=VOd7fG_jkrM ; parte 1/2 =
http://www.youtube.com/watch?v=bMpGjTXPCrA&feature=related ;
parte 1/3 =
http://www.youtube.com/watch?v=BO9u9nyG5dA&feature=related )
Em
março de 2011,
lembrando que no passado por sua militância na
insurgência, ela tambem foi responsável pelo ato que levou a perda
parcial da vida,
escrevi
carta
publica a Excelentíssima Senhora Presidente da Republica
rogando que avoque
para si a responsabilidade que o cargo lhe confere e
proponha Medida Provisória, para acabar de vez com a INJSTIÇA.
Meu
compromisso é com a verdade. São 43 anos, Uma Vida. Foram 25 anos
tentando provar que não era terrorista, procurando viver
honestamente do meu trabalho, tentando conviver com a frustração
de não ser piloto, ter os sonhos de adolescente ceifados, ter tido
a perda parcial de minha vida com um membro amputado.
A
maturidade tem suas vantagens, apaga mágoas, torna a realidade
clara e verdadeira.
Hoje, procuro fazer uso daquilo que acredito: JUSTIÇA.
Mais
detalhes destes anos de luta estão abaixo, caso queira conhecê-los,
corra com o mouse que apontará o acesso.
Se
por outro lado considerar justa minha reivindicação e quiser
ajudar, favor utilizar o ABAIXO ASSINADO ELETRÔNICO ( abaixo ) que
será enviado para todos os senhores que tem o poder de acabar com
esta INJUSTIÇA, ou seja, para os Excelentíssimos Senhores,
Presidente da República, Ministro da Justiça, Presidente do Senado
e Presidente da Câmara Federal.
Só
posso, neste momento, agradecer seu clique, ele, em muito, poderá
ser responsável pelo meu futuro.
Orlando
Lovecchio Filho
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